Colonização do Solo Espírito Santense

23/09/2011 23:55

Para muitos capixabas 23 de maio é apenas mais um dia de folga, mas a data vai
mais além de um dia fora do trabalho. A data vem de 23 de maio de 1535 quando os portugueses, a bordo da caravela Glória, desembarcaram na Prainha, em Vila Velha,
com a missão de colonizar a então Capitania do Espírito Santo.


Breve Histórico

Em 1534, o Rei de Portugal, Dom João III, decidiu dividir o Brasil em 15 Capitanias Hereditárias, assim chamadas porque seriam pedaços de terras governados por
capitães-mores e que passariam de pai para filho. A decisão procedeu da dificuldade
de administrar o país e principalmente, pelos contrabandistas que roubavam o pau-brasil.

Assim, em 1º de junho deste mesmo ano, o fidalgo Vasco Fernandes Coutinho
recebeu por Carta de Doação e Carta Foral a Capitania do Espírito Santo. Após
vender os seus bens, o donatário embarcou na caravela Glória, juntamente com outros colonizadores portugueses, no intuito de governar a capitania.

Brasão Vasco Fernandes Coutinho
Brasão de Vasco Fernandes Coutinho

"Eles não eram tão nobres. Eram fidalgos portugueses, mas nada de tão poderoso.
Como, no Brasil estavam sendo distribuídas as sesmarias, a do Espírito Santo coube
ao Vasco Fernandes Coutinho. Ele chega em 1535, a bordo da caravela Glória,
e desembarca aos pés do Monte Moreno".

Capitanias Hereditárias - Reprodução
Capitanias Hereditárias

No entanto, a chegada da nau Glória, no dia 23 de maio de 1535, na Prainha,
em Vila Velha, foi marcada por um cenário de guerra e resistência por parte dos
nativos que ali viviam. Índios Aimorés, entre botocudos e Puris, conhecidos pela sua selvageria, receberam os portugueses com flechas e só desistiram quando eles
revidaram com canhões e armas de fogo.
Chegada Portugeses - Reprodução
Imagem Chegada Portugueses

Passado o primeiro confronto, Coutinho ergue o Fortim do Espírito Santo, uma
cerca feita de troncos de árvores, a fim de proteger os colonizadores das tribos
indígenas. Dessa forma, surge o primeiro núcleo populacional da capitania,
denominada Vila do Espírito Santo.

Essa vila, povoada por aproximadamente 60 colonizadores, consistia em quase 30
casas e uma igreja. O verde da região deu lugar à agricultura e à pecuária,
predominando a produção de milho. Porém, os constantes ataques indígenas
deram fim à vila, o que levou os portugueses a abandoná-la.

Este primeiro núcleo de colonização recebeu o nome de Vila de Nossa Senhora da Vitória. No dia 13 de junho de 1535, após explorar os arredores da ilha, os colonizadores descobriram uma grande ilha (atual ilha de Vitória), dando-lhe o nome de Ilha de Santo Antônio, em comemoração ao dia do santo católico.

Em 1537, Coutinho doou a ilha de Santo Antônio a Duarte de Lemos, um dos homens de sua comitiva colonizadora. Entre os presenteados, D. Jorge de Menezes ficou com a primeira ilha junto à Barra (Ilha do Boi) e Valentim Nunes com a atual Ilha do Frade.

Assim foi iniciada a povoação na ilha de Vitória. Duarte de Lemos instalou-se na
parte alta da ilha, fazendo construir em sua fazenda, ao lado da residência,
uma igrejinha para o culto de Santa Luzia.

Mas, com a partida do donatário para Portugal, por volta de 1550, a Ilha de
Santo Antônio ficou abandonada. As famílias de colonos, alojadas na
Vila do Espírito Santo, fugindo dos ataques dos índios, passaram a habitar
a ilha de Duarte de Lemos, que lhes oferecia segurança e guarita estratégica.

No dia 8 de setembro de 1551, esta segunda vila, primeiramente conhecida como
Vila Nova, foi chamada de Ilha de Santo Antônio (Atual Vitória). Mais tarde,
em 1592, a vila abandonada passou a se chamar Vila Velha.
Vasco Coutinho transferiu a sede da capitania para a Vila de Nossa Senhora da Vitória,
até então denominada Vila Nova, para se diferenciar da primeira, Vila Velha.

fonte: www.vilacapixaba.com

 


Professora: Adriana Oliveira / Desing: Vinícius Delfino