Entrevista

Entrevista da História do Bairro Coronel Borges 

Entrevista feita pelo aluno Vinicius do 2º V1 com morador mais antigo da comunidade do Coronel Borges, senhor Onenzio.

 

Vinícius: Qual a idade do senhor e quantos anos mora no bairro?

Onenzio: Tenho 81 anos, e moro há mais de 70 anos na comunidade.

Vinícius: Em que ano o senhor veio morar no bairro?

Onenzio: Em 1940, eu tinha por volta de uns 10 anos.

Vinícius: Quem fundou ou qual foi o primeiro morador do bairro?

Onenzio: Foi Coronel Borges, mas eu não cheguei á conhece-lo, conheci a filha dele chamada de Sanzinha que se casou com Francisco Athayde, assim virando família Athayde, nome dado á algumas ruas.

Vinícius: Me conte do seu jeito como era a comunidade há décadas atrás.

Onenzio: No casarão da família que até hoje existe na época que eu era criança tinham muitos escravos. Uma parte do bairro e todo o bairro São Luiz Gonzaga era floresta e até no itabira era propriedade da família do Coronel Borges. Hoje todos os filhos e netos já faleceram. O lixão antigamente localizava na rua Targino Athayde.

Vinícius: Mais precisamente aonde é minha casa hoje(risadas).

Onenzio: Na rua Capitão Sabino localizava-se o campo de futebol que teve início a sua construção em 1937. Da creche " CEI Olga Dias" até o posto de gasolina era uma lagoa. Já perto do campo de areia, situava-se a Cerâmica São Bento.

Vinícius: Como foi construída a igreja católica Santa Luzia?

Onenzio: Toda a comunidade católica ajudou na fundação da igreja. Mas a força maior veio das famílias: Sartório, Celezani e Caprini, eram as mais poderozas na época.

Vinícius: E as enchentes, sempre foram comuns?

Onenzio: A maior enchente foi em 1939, a segunda maior foi em 1958, que chegou aos 50 no pára-peito da minha casa, e a terceira maior foi em 2010.

 

 

 

Entrevista com Emílio Munaro, Diretor da Microsoft Brasil Educação

 

Vinícius: Emílio Munaro: formação profissional.

 

Emílio: Sou graduado em Processamento de Dados e Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie, pós-graduado em Marketing e Comunicação pela ESPM e possuo Mestrado em Administração Internacional pela Rotman School of Management - Universidade de Toronto, Canadá.
 
Vinícius: Há quanto tempo  está na Microsoft? Que cargo ocupa e qual a sua função?

 

Minha trajetória profissional na Microsoft Brasil teve início em 2005 como Diretor de Antipirataria. Em 2008, fui Diretor de Cidadania Corporativa da companhia, sendo responsável por orquestrar todas as iniciativas de responsabilidade corporativa e social no País. Em junho de 2009, fui nomeado o 1º Diretor de Educação da Microsoft Brasil. A posição foi criada com o objetivo de aumentar os esforços da Microsoft Brasil na área de Educação pública e privada, apoiando as ações de Cidadania por meio de alianças e iniciativas conjuntas.
 

Vinícius: Como e por que surgiu a ideia do prêmio "Microsoft Educadores Inovadores"?

 

Emílio: A Microsoft acredita que a Educação é a única ferramenta que pode gerar um grande avanço no nível de desenvolvimento do Brasil e o nosso Prêmio Educadores Inovadores reconhece o uso bem-sucedido da tecnologia em sala de aula ao estimular que os educadores se aprimorem e contribuam para o aperfeiçoamento do processo de ensino e de aprendizagem no País.

 

O Prêmio Microsoft Educadores Inovadores está em sua 6ª edição e tem como objetivo reconhecer os melhores projetos educacionais que utilizam a tecnologia para aperfeiçoar o processo de ensino e de aprendizagem. A iniciativa é parte dos esforços da Microsoft em cidadania corporativa no Brasil que, em 2010, recebeu investimentos totais da ordem de R$19,5 milhões e beneficiou diretamente 32,9 mil educadores e 26,9 mil estudantes de escolas públicas.

Vinícius: O que a Microsoft faz para a educação, além da realização do prêmio? Quais  programas  vocês estão envolvidos? Esses programas são acompanhados de perto por você?

 

Emílio: Ajudar alunos e educadores a alcançarem seu potencial pleno. Essa é a missão do programa Parceiros na Aprendizagem (www.microsoft.com/brasil/educacao), lançado mundialmente pela Microsoft em 2003, e que traduz o compromisso da empresa de contribuir para a melhoria da qualidade da educação no Brasil. Com iniciativas educacionais alinhadas às diretrizes governamentais e metas de evolução do ensino básico, nossas ações visam a capacitação de professores dos ensinos fundamental e médio das escolas públicas para que repliquem os conhecimentos e conteúdos adquiridos aos seus estudantes. A aplicação é feita por meio de parcerias sólidas com as secretarias de educação estaduais e municipais. Em 2010, foram 36.493 educadores e 30.490 estudantes capacitados.

 

Desde 2003, são:

- 473,9 mil educadores de escolas públicas capacitados    

- 382,2 mil estudantes de escolas públicas capacitados

- 19 mil escolas públicas beneficiadas

 

Nosso programas sustentam três objetivos de atuação levando em consideração o desenvolvimento de estudantes, escolas e educadores:

 

1. Desenvolver Competências:

 

Aluno Monitor – Formação básica de informática totalmente on-line, em um total de 140 horas, em parcerias com as Secretarias de Educação. Em 2010, foram 24.381estudantes e educadores formados em São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Rio Grande do Sul (parcerias estaduais) e em Florianópolis (parceria municipal).

 

Desafio Digital – Formação continuada do Aluno Monitor. Identifica novos talentos para a área de desenvolvimento de softwares. Implantado em São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará e Tocantins (parcerias estaduais) e em Londrina (parceria municipal), beneficiou 3.252 pessoas.

 

Oficinas de Criação Digital – Workshop de um dia com roteiro prático para a utilização das tecnologias interativas, em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

 

Conteúdos Educacionais (www.conteudoseducacionais.com.br)– Portal que reúne materiais educacionais gratuitos para download. Contempla o conhecimento acumulado nos sete anos de existência do Parceiros na Aprendizagem, além de acesso a softwares que auxiliam no desenvolvimento de projetos para o ensino.

 

Pilares da Educação Digital – Formação on-line de professores de educação básica para o uso das tecnologias na sala de aula, com conteúdo atualizado e incentivo à inovação e criatividade. Programa inicial implantado em Feira de Santana, na Bahia e no Rio de Janeiro.

 

2. Promover comunidades de aprendizagem

 

Ponto de Encontro (http://itn.abril.com.br)– Ambiente colaborativo para o debate de melhores práticas educacionais, em parceria com a Fundação Victor Civita.

 

Blog Educadores Inovadores (www.educadoresinovadores.com.br) – Espaço para compartilhamento de informação, conhecimento e opiniões.

 

Fórum Microsoft de Educação Inovadora – Lançado em 2010, no Brasil, o evento em São Paulo reuniu 289 profissionais da educação presencialmente e mais 2.500 pessoas on-line para a troca de experiências e conhecimento sobre o uso da tecnologia na educação.

 

3. Expandir práticas inovadoras

 

Prêmio Microsoft Educadores Inovadores – Reconhece os melhores projetos educacionais que fazem uso da tecnologia, multiplicando as possibilidades didáticas em sala de aula. Na 5ª edição, em 2010, foram 1.056 projetos inscritos, com 12 finalistas e quatro ganhadores na etapa nacional. Na etapa mundial, na Cidade do Cabo, África do Sul, o projeto Escola na Nuvem recebeu o 2º Lugar na Categoria Conteúdo, utilizando o conceito tecnológico de computação na nuvem por meio das ferramentas do Windows Live. Outro destaque foi o projeto Campo Sustentável, que ensina os produtores rurais a usarem as ferramentas tecnológicas a favor da agricultura, visto por um diretor de escola pública da Cidade do Cabo, traduzido e implantado.

 

Escolas Inovadoras – Em 2010, entre mais de 200 concorrentes no mundo todo, foram eleitas as novas escolas inovadoras, entre elas a brasileira Escola Municipal de Ensino Básico Darcy Ribeiro, de Taboão da Serra, na Grande São Paulo. A escola será orientada para evoluir na gestão e na capacitação em tecnologias e práticas educativas em um processo de mentoring conduzido pela escola inovadora de 2009, o Núcleo Avançado de Educação (Nave), do Rio de Janeiro.

 

 

Vinícius: Existe uma equipe que trabalha junto com você. Qual  é o papel dessa equipe na realização do prêmio "Microsoft Educadores Inovadores?"
 

Emílio: Certamente! Não somente uma equipe, mas também uma empresa responsável pela execução e operacionalização do prêmio. São mais de 45 pessoas envolvidas no total...O ponto é que devido a complexidade, o número de projetos recebidos, e o tamanho do território brasileiro, necessitamos de uma operacionalização extensa. Veja, além de tudo isso, ainda contamos com colaboradores, na verdade, especialistas em educação no momento de analisar o material que recebemos.


Vinícius: Qual a sua opinião sobre as escolas públicas brasileiras? Quais os pontos positivos e negativos? O que falta no país para uma educação de boa qualidade?
 

Emílio: Entendo que Brasil encontra-se numa jornada no que tange a Educação Pública. Importante ressaltar que nos anos 60, 70 tínhamos em torno de somente 40% dos alunos que deveriam ter acesso a educação cursando-a. Hoje, esta realidade é diferente. Temos certa de 98,4 % dos alunos que deveriam ter acesso ao Ensino Fundamental devidamente matriculados. Isso é o que chamamos da Universalização do Ensino no Brasil, e para mim, a escola pública tem sido fundamental para que esta verdade acontecesse. Infelizmente, o comprometimento da qualidade acontecera em virtude desta universalização, além de alguns outros pontos. No entanto, está claro para mim que estamos sim numa entoada positiva. A melhoria da qualidade da educação não é algo que acontecerá do dia para noite. Requer esforços do poder público e boa vontade/ colaboração do setor privado, somado as condições de trabalho dos professores/ educadores, além do ambiente de aprendizagem: escola pública, que deve prover um bom ambiente para isso. Para finalizar, não podemos desprezar uma mudança de comportamento que temos vivido: a geração de nativos digitais. Ou seja, necessitaremos adaptar nossa forma de trabalho, de comunicação e consequentemente de lecionar a fim de mantê-los motivados a aprender, o que de fato impactará a qualidade da absorção do conhecimento.

 


Vinícius: Você veio da escola pública e hoje ocupa um cargo importantíssimo dentro de uma grande empresa. Como um vencedor, que conselhos você dá aos jovens?
 

Emílio: Em primeiro lugar: estudem, estudem, estudem. Interessem-se por aprender. Não se boicotem achando que o fato de estudarem numa escola pública diminui sua responsabilidade em aprender, ou pode ser uma desculpa para um eventual fracasso. Proponham-se a aprender. Estejam abertos ao conhecimento. Questionem, perguntem, pesquisem, informem-se, mexam-se! Jamais se acomodem! Em segundo lugar: aprendam uma língua estrangeira, preferencialmente Inglês e Espanhol, porém lembrem-se que o mundo está em transformação, e a China que sequer estava no nosso radar, hoje é a segunda maior economia do mundo; portanto, por que não considerar o aprendizado do Mandarim? Em terceiro lugar: diferenciem-se sempre.

Lembrem-se:" O único responsável pelo seu sucesso ou fracasso é você mesmo! Aproveitem as oportunidades e sigam em frente !"

 

   Por : VInicius Delfino aluno do 2º ano vespertino.

 

Entrevista a professora de Ed. Física: Aparecida Barreira

Assunto: Torneio de Tênis de  Mesa (ping – pong)

 

João Vitor-Qual é o objetivo do torneio?

Aparecida - O objetivo do torneio é que haja um maior entrosamento entre alunos, respeito às limitações de cada um e também uma forma de confraternização.

João Vitor - A senhora acha que com isso vai haver um melhoramento escola?

Aparecida-De certa maneira sim, pois para participar, os alunos devem estar em dia com a matéria passada na sala.

João Vitor - Quem teve essa idéia? Os alunos ou a senhora?

Aparecida - O torneio já constava no meu projeto anual, porém a aceitação dos alunos foi determinante para que acontecesse.

João Vitor- Qual a opinião dos professores em relação ao torneio?

Aparecida - Os professores não opinaram, pois cada qual já tem em mente seus próprios projetos.

João Vitor - Há um clima de rivalidade entre os competidores?

Aparecida Não. Há sim, o espírito competitivo. Quando há alguma divergência, procuro sempre contornar a situação.

 João Vitor - E os competidores? São bons?

Aparecida - Sim, há excelentes competidores, desde os alunos da 5º série até o ensino médio!

João Vitor - Enquanto a diretoria? Ela incentiva o torneio?

Aparecida - Sim, a diretora gostou muito da ideia, pois sabe que nosso espaço de trabalho é precário, então qualquer atividade onde haja participação de um grande numero de alunos é sempre bem vinda!

João Vitor - As condições atuais da escola para realizar o torneio são boas? Por quê?

Aparecida - As condições da escola não são boas, vocês sabem, porém procuramos adaptar da melhor maneira possível.

João Vitor - Os dois turnos estão envolvidos?

Aparecida - Como o número de alunos do turno vespertino é bem menor, pedi pra que eles viessem participar junto aos alunos do matutino.

João Vitor  -Há participação dos demais professores de Ed. Física?

Aparecida - Sim, mas repito: cada qual tem os seus próprios projetos.

                                                                                                        Por:Caroline e Kelly 

 


Professora: Adriana Oliveira / Desing: Vinícius Delfino