Contos

 

 

Conto Vencedor no concurso "Centenário Newton Braga"

 

 Ilusoriamente. Mulher

Já passava das 16 horas na antiga estação ferroviária de Cachoeiro do Itapemirim. Ela continuava ali a esperar, com um olhar brilhante, mas, não mais tão serena. Segurava nas mãos uma carta e uma ingênua rosa, e se distraía em meio à beleza do velho rio Itapemirim.

As pessoas se perguntavam por quem ela estaria esperando ou se estaria perdida. O tempo estava nebuloso, as primeiras gotículas de água já começavam a dançar em meio ao vento e logo lavava as fachadas e as calçadas daquela antiga estação. Enquanto as pessoas saíam correndo buscando se abrigar, ela continuava ali e logo ficou vestida d’água, transparecendo suas formas e os mistérios que circundavam sua mente. Talvez pensasse em um antigo amor.

Ah... Mulher será que não tendes conhecimento de como são ilusórios os homens?

 Seu olhar era tão fixo na carta que trazia quelogo foi inundada por falta de abrigo e pelas gotas salgadas que escorriam pela face daquela frágil jovem. Os trens passavam a todo instante, e seus olhos dividiam a atenção entre a carta ecada vagão, como se buscasse por alguém.

O trem das 19 horas estava se aproximando. O apito e a fumaça que ganhavam o ar, ressuscitavam sua esperança. De acordo com que o som exalado pelo trem surgia, mais forte segurava aquela rosa que trazia consigo. O barulho foi aumentando juntamente com a força e os vestígios de esperança comque apertava a rosa, que o sangue já escorria por suas mãos. A ânsia e a euforia do que estaria para chegar eram tão grandes, que nem sentia os espinhos daquela não tão mais ingênua rosa.

Todos desciam dos vagões com suas malas que traziam lembranças e saudades de seus entes, e cada vez menos pessoas tomavam a estação, até que por fim, restara somente aquela moça.

Em um golpe de coragem e decepção, jogara aos trilhos a rosa manchada de seu próprio sangue e se levantara caminhando sozinha tomada por tal aflição, que soluçara em meio às lágrimas. Logo se afastara, quando de repente parou, algo chamou sua atenção; um rapaz encharcado pela chuva, com aquela rosa manchada de sangue nas mãos, gritou:

-Helena! Helena!

A moça foi abrindo um sorriso, que logo foi irradiado pelo brilho da lua que disseminou toda aquela chuva, e quando olhou para trás, saiu correndo em direção ao rapaz e lhe disse:

- Por que demoraste tanto? Já tinha desistido de você.

E o rapaz com uma voz aveludada respondeu-lhe:

- Meu amor, és tão bela, desculpe-me por qualquer transtorno, não se importe com os motivos do meu atraso, o importante é que estou contigo e que por agora seremos felizes.

Ah... Mulheres será que não tendes conhecimento de como são ilusórios os homens?

Loren Cristina Vasconcelos 2°v¹-profª Adriana

 

 

     Lembranças Perdidas

                Ah, como é bom relembrar o passado, os tempos de escola... Pois ali estava aquele senhor que no passado era apenas um estudante ingênuo e dedicado. Ali estava ele, em uma tarde fria, no portão do colégio em que um dia viveu bons momentos.

                Bons momentos não lembrados por ele... afinal, aquele senhor que ali parado observa o  movimento, pouco se lembrava de quem era. Tinha apenas a vaga lembrança do portão da escola, mesmo muito diferente.

                E ele não estava ali somente para apreciar! Estava ali para descobrir quem era ele, quem ele foi. Em sua mente o vazio tomava conta, como a neblina em madrugadas frias. Frias como aquela tarde, onde o que se ouvia era o balançar das arvores que ainda restavam, as folhas secas carregadas pelo vento.

 

Suas mãos tremiam, seus olhos atentos meio que procuravam sua história. Olhando o longo muro da escola aos pedaços, parte da escola simplesmente não estava mais ali. Com um sorriso meio desconfiado ia lembrando como tudo era, como tudo foi.

  Mas ainda faltava algo ... algo que lhe fugia da memória, algo que ainda não era possível se recordar. Mas ao tocar em uma empoeirada mesa do pátio, flashes de memória vieram a sua mente, e ele, quase sem respirar deu um salto de alegria! Tinha encontrado sua história, suas lembranças, sua vida que ficou para trás.

  E a angústia daquele homem foi embora como as folhas secas carregadas pelo vento naquela tarde fria, que aos poucos ficou ensolarada para prestigiar a alegria daquele senhor.

                                  Por Robert Gomes-profª Adriana Oliveira-Português

 

 

Conto baseado no filme : Marley e eu

 

                  Marley  e  eu

       Éramos como um só, brincávamos, saiamos, corríamos,  lembro que numa noite chuvosa, Marley se deitou  ao meu lado, como se fosse uma criança com medo.  E a chuva não parava, parecia que o mundo ia acabar, lá fora as luzes ascendiam

e apagavam como se alguém estivesse com um interruptor do bairro na mão,ascendendo e apagando alguns minutos se passaram, e as coisas foram piorando, lá em baixo ouvi gritos.

           Como se fossem pessoas aprisionadas dentro da minha cabeça, como se quisessem sair, mas eu estava com muito medo para me preocupar com elas. Foi quando der repente Marley ouviu passos, precisos e agudos vindo em direção  ao nosso quarto , então  liguei o abajur  com um medo, que mal podia me  conter.

           As luzes do bairro enfim se apagaram., e eu com medo olhei para o Marley , ele  também estava com medo e assustado . Foi ai então  que senti algo me tocando e uma voz lá no fundo me chamava, foi quando acordei daquele terrível pesadelo, com Marley  ao meu lado abanando  o rabo para que eu lhe desse sua ração .

 

Disciplina:Português

Componentes:Clébya,Isabela, Luciara

Profª:Adriana Oliveira

 

 

 

Um dia na escola

 

                                         Há dois anos, um velho amigo me contou uma coisa que aconteceu com a avó dele quando ela era jovem, e foi bem assim: Em um dia comum de aula, era a mesma rotina: escola, casa, escola, casa... E foi então, que neste dia comum de aula que algo estranho aconteceu quando a professora de Ciências pediu para que ficassem até mais tarde na escola terminando de fazer um projeto para a feira de ciências.

                                        Já às 7h30min da noite, cansados, resolveram ir até ao terceiro andar da escola, que já estava fechado há alguns anos para ver o que é que tinha lá em cima, quando chegaram lá estava tudo escuro, e de repente uma cadeira caiu, mas como a avó do meu amigo era muito curiosa,foi ela sozinha até a última sala do estreito corredor para ver o que era.

 

                                       Chegando lá, não tinha nada, e a coisa foi derrubando uma cadeira a cada sala, mas ela não via nada, mesmo ela sendo muito corajosa, começou a ficar com medo, e do nada a luz  do poste do lado de fora da escola se apagou, tornando o ambiente muito escuro, e ela vai andando no corredor, quando ouve uma música bem baixinha , e quando abre a porta da sala de onde vem a música é o seu professor de Inglês ensaiando alguns passos de balé.

                                      Mas uma coisa não foi respondida: Como caíram cadeiras sozinhas de sala em sala, sendo que o professor de Inglês estava do outro lado do terceiro andar? _ Eu que não vou voltar lá para ver, disse a avó dele, muito assustada.
 

Chayra Marquezini 

Professora: Flávia Cock-Português


Professora: Adriana Oliveira / Desing: Vinícius Delfino